O que é
A versão Fan Edition da linha Buds, anunciada em agosto de 2025. Chegou ao Brasil por R$ 1.099 e o varejo derrubou rápido: hoje se acha entre R$ 599 e R$ 799 em Shopee e KaBuM!. É nessa faixa que a conversa fica interessante.
Mudou de forma em relação ao Buds FE original — saiu o corpo redondo com aleta, entrou a haste alongada. Cinco gramas por lado, acabamento fosco que não vira um borrão de digital e suor, e IP54, três degraus acima do IPX2 do modelo de 2023. As hastes respondem a pinçar e deslizar, o que resolve o toque acidental que atrapalhava as gerações sem haste.
Para correr, tem um porém sério
O contra vem antes do elogio porque pesa mais que a ficha técnica: o Buds 3 FE é intra-auricular com ponteira de silicone que fecha o canal. O isolamento passivo já é alto e o ANC (a Samsung fala em até 86% de atenuação) fecha o resto. Isso é excelente no avião, no ônibus e na esteira. Na rua, é o oposto do que a gente recomenda — você deixa de ouvir carro, moto e o ciclista gritando "à esquerda".
O modo ambiente ajuda, mas modo ambiente é som captado por microfone: chega com atraso e sem a direção do som real. Se o seu volume é 90% asfalto aberto, um open-ear como o Edifier Comfo Run resolve essa parte melhor.
E o IP54 protege contra respingo e poeira — não contra suor escorrendo em treino longo de verão. Dá pro dia a dia; não é fone de prova longa no calor.
O som
Driver único de 11 mm contra os 6,5 mm do FE original. É a mudança mais concreta do produto: grave com corpo, médio limpo, agudo sem estridência. Não tem o detalhamento do driver duplo do Buds 3 Pro, mas cansa menos em sessão longa — e para podcast e playlist de treino isso conta mais que microdetalhe.
Codecs: SBC, AAC e o SSC da Samsung (24 bits em Galaxy compatível). Ficaram de fora o SSC UHQ, o LE Audio e o Auracast, reserva de mercado para a linha Pro. Chamada é ponto forte: o Crystal Clear Call segura bem a voz em avenida movimentada.
Bateria e o que foi cortado
- 6 h com ANC ligado — 24 h contando o estojo
- 8,5 h com ANC desligado — 30 h contando o estojo
Segura uma semana de treinos sem ansiedade de carga. Os cortes ficaram nos acessórios: o estojo é USB-C mas não carrega por indução, e a Samsung não põe o cabo na caixa.
Duas limitações de software pesam mais. No iPhone não existe app — sem EQ, sem atualização de firmware, sem ajuste de ANC; vira um Bluetooth comum. E o multiponto só engrena liso dentro do ecossistema Samsung.